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Pequim rebate Trump e nega ter roubado dados de 220 milhões de eleitores nos EUA

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A China classificou nesta sexta-feira (17) como “totalmente infundadas” as acusações do ex-presidente norte-americano Donald Trump de que Pequim teria interferido na eleição de 2020 nos Estados Unidos.

Na véspera, em discurso televisionado, o republicano afirmou que o sistema eleitoral norte-americano apresenta “vulnerabilidades” que teriam permitido à República Popular da China obter de forma ilegal registros de 220 milhões de eleitores, incluindo nomes, endereços, telefones e preferências partidárias. Segundo Trump, o acesso a essas informações representaria “um pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral”, possibilitando a produção de documentos falsos e votos ilegais.

Horas depois, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, rejeitou as acusações em entrevista coletiva. “Pequim nunca teve interesse em interferir nas eleições dos Estados Unidos”, declarou o diplomata, que qualificou as alegações de Trump como “invenção pura” e “campanha de difamação mal-intencionada”.

Lin também instou Washington a “promover o desenvolvimento das relações bilaterais” em vez de usar a China como tema de campanha. Em tom crítico, questionou: “Quem costuma intervir nos assuntos internos de outros países e vigiar governos, empresas e cidadãos ao redor do mundo?”

Trump foi derrotado pelo democrata Joe Biden no pleito de 2020 e, desde então, tem alegado fraudes e irregularidades sem apresentar provas conclusivas. O ex-presidente voltou a colocar o tema em evidência na noite de quinta-feira (16), reforçando o ataque a Pequim em meio ao ciclo eleitoral de 2026.

Com informações de Gazeta do Povo