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Pastor denuncia tortura e repressão religiosa na China em evento nos EUA

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O pastor Ding Shuqi, líder da Early Rain Covenant Church da China, fez um relato chocante sobre a repressão religiosa em seu país durante um evento no Museu da Bíblia, em Washington. Essa foi sua primeira aparição pública desde que chegou aos Estados Unidos no ano passado, onde denunciou a violação das liberdades religiosas pelo Partido Comunista Chinês (PCC).

Durante seu testemunho, Ding compartilhou sua experiência de detenção em 2018, quando foi preso por cinco meses sob alegações de operar negócios ilegais. Ele descreveu as condições desumanas do cárcere, onde era tratado como um número e mantido em isolamento. “Eu não tinha advogado, não tinha contato com minha família e não tinha Bíblia”, relatou, mencionando a tortura física a que foi submetido, incluindo uma prática conhecida como “o dragão segurando o pilar”, que exige que a pessoa permaneça agachada com os membros acorrentados.

A perseguição não terminou após sua libertação. Ding informou que membros de sua igreja ainda são alvo de operações policiais, com prisões ocorrendo por atividades como encontros para leitura de textos religiosos. Atualmente, outros líderes de sua congregação enfrentam processos sob a acusação de subversão, o que pode resultar em penas de até 20 anos de prisão.

O pastor fez um apelo à comunidade internacional, ressaltando que a opressão religiosa não é um caso isolado, mas uma política sistemática do governo chinês contra as igrejas não registradas. Ele destacou a importância da liberdade de crença como base para a proteção de todos os direitos humanos e pediu que líderes mundiais pressionem o regime de Xi Jinping a cessar as violações.

O evento foi organizado por coalizões que lutam pela liberdade religiosa, em um momento que antecede a visita oficial do presidente chinês aos Estados Unidos. Famílias de detentos, como o pastor Wang Yi, que cumpre uma pena de nove anos desde 2019, estão buscando apoio do governo americano para garantir a libertação de prisioneiros de consciência na China.

Fonte: Folha Gospel.

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