E7442C86FCBF891E007D063FE7FD2E3D
Home / Internacional / Ortega declara fim das eleições e reforça controle absoluto na Nicarágua

Ortega declara fim das eleições e reforça controle absoluto na Nicarágua

ocrente 1784616866
Spread the love

Manágua — 20 de julho de 2026. O presidente nicaraguense Daniel Ortega afirmou nesta segunda-feira (20) que não haverá mais eleições no país enquanto existir qualquer possibilidade de a oposição voltar ao poder. A declaração foi feita diante de milhares de simpatizantes, durante a celebração do 47º aniversário da Revolução Sandinista, na capital.

“Aqui não haverá mais eleições para que eles não tentem tomar o governo, tomar o poder”, disse o mandatário de 80 anos, que governa desde 2007.

Suporte legislativo para barrar adversários

Ortega adiantou que contará com a Assembleia Nacional, dominada por aliados, para aprovar leis que ergam um “muro” contra o que chamou de “golpistas” e “traidores”. Segundo ele, nem mesmo o financiamento que a oposição receberia dos Estados Unidos seria suficiente para romper essas barreiras.

Poder compartilhado com a esposa

No ano passado, a vice-presidente Rosario Murillo, esposa de Ortega e no cargo desde 2017, foi oficialmente elevada ao posto de “copresidente” graças a uma emenda constitucional. A mudança integrou uma reforma ampla, aprovada em fevereiro de 2025, que aumentou o mandato presidencial de cinco para seis anos, concentrou os demais órgãos estatais sob coordenação do Executivo e legalizou a retirada de nacionalidade de opositores.

Calendário eleitoral adiado

Com as alterações constitucionais, as eleições gerais previstas para novembro de 2026 foram empurradas para novembro de 2027. Apesar disso, Ortega indicou que mesmo essa nova data poderá ser descartada.

Críticas internacionais

As reformas e o acúmulo de poder do casal Ortega-Murillo foram alvo de condenação de organismos como ONU, Organização dos Estados Americanos (OEA), Parlamento Europeu e governo dos Estados Unidos. Em janeiro, o Departamento de Estado norte-americano acusou Murillo de criar o cargo de “copresidente” sem respaldo eleitoral ou legitimidade.

A Nicarágua, portanto, mantém-se sob controle absoluto do presidente e de sua esposa, agora sem previsão de novos pleitos que ameacem a continuidade do regime.

Com informações de Gazeta do Povo