Durante a Copa do Mundo de 2026, o capitão da seleção de Curaçao, Kenji Gorré, tem dividido a atenção entre a liderança em campo e o testemunho de fé fora dele. Em entrevista ao perfil “Karga bo Krus” — expressão em papiamento que significa “Carrega a tua cruz” — o jogador contou que antes sua identidade estava totalmente ligada ao desempenho como atleta, mas que hoje encontra propósito na vida cristã.
“Minha identidade estava no futebol. Eu vivia para exaltar meu nome. Agora sou quem conduz as orações da manhã”, afirmou Gorré, explicando que, no passado, se considerava cristão apenas por tradição cultural, sem compreender o significado da fé.
O movimento de oração dentro da equipe ganhou força antes mesmo do Mundial. Segundo a publicação do Karga bo Krus, os atletas decidiram priorizar a espiritualidade e a unidade, especialmente por representarem a menor nação a disputar a competição.
A fé do grupo ficou em evidência após o empate em 0 a 0 entre Curaçao e Equador na fase de grupos. Logo após o apito final, jogadores das duas seleções se reuniram no gramado para um momento de agradecimento a Deus. O círculo de oração foi conduzido por Kenji Gorré e pelo equatoriano Moisés Caicedo, demonstrando união além das camisas.
O resultado significou o primeiro ponto de Curaçao em Copas do Mundo. O goleiro Eloy Room foi decisivo ao realizar 15 defesas, garantindo o placar zerado e reforçando a celebração da equipe caribenha.
Nas redes sociais, o Karga bo Krus citou o Salmo 23:6 — “Certamente a tua bondade e o teu amor me seguirão todos os dias da minha vida” — para resumir o momento espiritual vivido pelos jogadores.
Com informações de Guiame