Home / Internacional / EUA e Equador assinam plano de dois anos para blindar fronteira norte contra o narcotráfico

EUA e Equador assinam plano de dois anos para blindar fronteira norte contra o narcotráfico

ocrente 1782193759
Spread the love

Os governos do Equador e dos Estados Unidos formalizaram nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, um acordo voltado a reforçar a segurança das fronteiras equatorianas e intensificar o combate ao narcotráfico, ao crime organizado transnacional e à imigração irregular.

O compromisso, batizado de Carta de Implementação da Estratégia Fronteira Segura, prevê assistência técnica, programas de capacitação, fornecimento de equipamentos, compartilhamento de informações e coordenação operacional entre agências dos dois países.

Foco inicial na divisa com a Colômbia

Segundo autoridades equatorianas, a primeira etapa do plano será executada na fronteira norte com a Colômbia, rota por onde entram de 70% a 80% da cocaína produzida no sul colombiano. O objetivo declarado é aprimorar ações de prevenção, detecção e resposta em rotas terrestres, marítimas e aéreas.

Órgãos envolvidos

O documento foi assinado pelo governo norte-americano e, do lado equatoriano, pelo Ministério do Interior, Ministério da Defesa e Serviço Nacional de Aduana. A iniciativa também engloba a Polícia Nacional, as Forças Armadas, autoridades migratórias e órgãos de fiscalização alfandegária.

Declarações

Durante a cerimônia, o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA em Quito, Lawrence Petroni, classificou o acordo como “ferramenta estratégica” para enfrentar ameaças sem fronteiras que afetam diretamente a população. Já o ministro equatoriano do Interior, John Reimberg, destacou que “as fronteiras são a primeira linha de segurança de uma nação” e celebrou o avanço contra grupos criminosos que atuam além dos limites territoriais.

Duração e possíveis expansões

Com vigência inicial de dois anos, o plano poderá servir de modelo para outras regiões estratégicas do Equador. A Embaixada dos EUA informou ainda que, quando necessário, a estratégia permitirá coordenação conjunta com autoridades colombianas.

Com informações de Gazeta do Povo