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Mulheres relatam ter sido forçadas a favores sexuais por comida na Faixa de Gaza

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24 de abril de 2026 – Moradoras da Faixa de Gaza denunciaram que combatentes do Hamas e pessoas ligadas à distribuição de ajuda humanitária estariam exigindo atos sexuais em troca de itens básicos de sobrevivência, como cestas de alimentos e vouchers.

Depoimentos colhidos por veículos independentes, muitos sob anonimato por medo de retaliação, descrevem mulheres coagidas dentro de tendas ou centros de distribuição. Em um dos casos, uma vítima afirmou ter sido abusada por integrantes da Brigada Al-Qassam, braço armado do Hamas. Ao levar a queixa à liderança local do movimento, a orientação recebida foi a de permanecer em silêncio.

Outras histórias apontam para organizações de caridade vinculadas ao grupo, que, segundo relatos, condicionariam a entrega de mantimentos à submissão sexual das beneficiárias. Episódios semelhantes foram registrados em 2024 e 2025 por fontes israelenses e por reportagens independentes, indicando padrão de troca de ajuda por abuso.

Casamentos precoces e gravidezes na adolescência disparam

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) reportou aumento expressivo de casamentos infantis e gravidezes entre adolescentes no enclave. A taxa de natalidade nessa faixa etária mais que dobrou em relação aos níveis anteriores ao conflito, movimento atribuído ao agravamento da pobreza, ao deslocamento forçado e à desmontagem das redes de proteção social.

Medo e silêncio

Segundo as vítimas, o temor de represálias do Hamas, somado ao receio de estigma social e rejeição familiar, faz com que muitos casos permaneçam ocultos. Entidades de defesa dos direitos das mulheres afirmam que as ocorrências conhecidas representam apenas fração de um problema maior, alimentado pela crise humanitária e pela impunidade.

Apesar da gravidade das denúncias, organizações feministas internacionais e parte da imprensa mundial têm dedicado pouca atenção ao tema, fato que, de acordo com especialistas ouvidos pelos veículos que apuraram os casos, reforça a sensação de abandono entre as mulheres afetadas.

A exploração sexual em troca de comida viola o direito internacional humanitário, que determina proteção especial a mulheres e crianças em áreas de conflito.

Com informações de Pleno.News