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Magno Malta diz que manobra política travou relatório da CPI do Crime Organizado

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Brasília, 17 abr. 2026 – O senador Magno Malta (PL-ES) afirmou que o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado não foi aprovado por causa de uma “manobra política” ocorrida na reta final dos trabalhos.

Segundo o parlamentar, dois integrantes da comissão foram retirados e substituídos por senadores alinhados ao governo, o que garantiu votos suficientes para barrar o texto.

Pedidos de indiciamento

O documento elaborado por Malta incluía sugestões de indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal – Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes – além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O Senado, porém, não chegou a deliberar sobre o conteúdo.

Críticas à condução da CPI

Malta relatou que, desde o início, a comissão foi presidida por um senador do PT e que requerimentos apresentados por ele para aprofundar investigações teriam sido ignorados com o argumento de evitar “instabilidade política”.

Percepção pública sobre o STF

O senador citou pesquisa Datafolha que aponta crescimento da percepção de que os ministros do Supremo concentram poder excessivo, embora a maior parte da população ainda considere a Corte essencial para a democracia.

Para Malta, o resultado da CPI expôs procedimentos de bastidores do Congresso e fragilizou a “narrativa de perfeição” em torno das instituições. “A CPI terminou, mas a exposição não”, declarou.

Com informações de Pleno.News