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Elon Musk prevê implante da Neuralink ainda em 2024 e fala em “milagres científicos do nível de Jesus”

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Tel Aviv (Israel), 18 de maio de 2024 – O empresário Elon Musk afirmou que a Neuralink, sua empresa de interface cérebro-computador, deve realizar ainda este ano o primeiro implante voltado a devolver visão a pessoas cegas. Durante participação por videoconferência na 9ª Cúpula Internacional de Mobilidade Inteligente Samson, o bilionário de 54 anos classificou os avanços esperados como “milagres científicos do nível de Jesus”.

Musk explicou que o dispositivo inicial, descrito como “visão cega”, pretende oferecer percepção visual limitada a quem perdeu os olhos ou o nervo óptico, ou nasceu sem enxergar. “Acredito que, com o tempo, poderemos atingir uma visão muito precisa, talvez até sobre-humana”, declarou, arrancando risos da plateia ao comparar o feito aos relatos bíblicos de cura de cegos.

Recuperação de mobilidade

Outro objetivo prioritário da Neuralink, segundo Musk, é restaurar movimentos a pessoas tetraplégicas. “Restaurar o controle de tetraplégicos e restaurar a visão são coisas muito importantes”, disse.

Tesla e direção autônoma

Na mesma entrevista, que abordou Tesla, SpaceX e inteligência artificial, Musk reforçou a confiança no sistema Full Self-Driving (FSD) da montadora. Ele afirmou que a tecnologia, baseada apenas em câmeras e IA, deverá ser “pelo menos dez vezes mais segura” que a direção humana. Veículos sem motorista de segurança já circulam em três cidades do Texas, e o executivo prevê implantação ampla nos Estados Unidos até o fim de 2024.

Para a próxima década, Musk estima que “90% de toda a distância percorrida” será feita em carros autônomos. “Na maioria dos casos, dirigir o próprio carro será algo bastante específico. O carro dirigirá você”, comentou.

Robôs humanoides e renda “alta universal”

Ao falar do robô Optimus, da Tesla, Musk previu um mundo com “muito mais robôs inteligentes do que pessoas” e citou o filme O Exterminador do Futuro como alerta para possíveis riscos. Apesar disso, disse manter otimismo quanto à inteligência artificial e sugeriu que a tecnologia possa conduzir a uma “renda alta universal”, superando a ideia de renda básica.

Debate ético e transhumanismo

Musk reconheceu questionamentos sobre implantes cerebrais e afirmou que fundou a Neuralink para “mitigar riscos” de uma superinteligência digital, defendendo uma “simbiose” entre humanos e máquinas. “Já somos parcialmente ciborgues: nossos telefones e computadores são extensões digitais de nós mesmos”, argumentou.

Críticos, entre eles neurologistas cristãos, têm levantado dúvidas éticas sobre a manipulação direta do cérebro humano, enquanto alguns observadores interpretam a visão de Musk como próxima do transhumanismo.

Sem apresentar datas específicas além do primeiro teste em 2024, o bilionário reiterou que restaurar visão e mobilidade figura no topo das prioridades da Neuralink.

Com informações de Folha Gospel