O físico Michael Guillén, ex-docente da Universidade Harvard e ex-editor de ciência da ABC News, afirma que as mesmas pesquisas que o tornaram um cientista de renome foram decisivas para abandonar o ateísmo e abraçar o cristianismo. A história está no documentário O Invisível em Todo Lugar: Acreditar é Ver, lançado recentemente.
Quem é Michael Guillén
Nascido no leste de Los Angeles, o pesquisador se encantou pela física ainda na segunda série. Na adolescência, estudava por conta própria a teoria da relatividade de Einstein e, aos 20 anos, ingressou em cursos avançados na Universidade Cornell. Doutorou-se em física, matemática e astronomia e, mais tarde, lecionou em Harvard. Na televisão, recebeu um prêmio Emmy como editor de ciência da ABC.
Da convicção ateísta à crise
Guillén costumava dizer que “a ciência era meu deus”. Esse quadro começou a mudar quando, durante o doutorado em Cornell, deparou-se com o chamado “problema da massa faltante” – hoje explicado pela matéria escura. A hipótese de que 95% do universo seja formado por algo invisível abalou a crença de que só é real o que pode ser visto.
Encontro com a Bíblia
Na mesma época, uma colega de universidade – Laurel, com quem é casado há 34 anos – o desafiou a ler as Escrituras. O Antigo Testamento lhe pareceu familiar, mas o Novo Testamento, relatou, “abriu as cortinas”. As palavras de Jesus, consideradas ilógicas à primeira vista, lembraram-lhe os paradoxos da mecânica quântica que estudava.
20 anos até assumir a fé
A conversão não foi imediata. Cercado por colegas que ridicularizavam o cristianismo, o físico manteve a fé em segredo por duas décadas. Hoje, ele palestra em universidades e afirma não ver contradição entre a Bíblia e os fatos científicos que conhece.
Fé e ciência entre jovens
O lançamento do documentário ocorre em meio a pesquisas que apontam tensão entre religião e ciência. Levantamento do Pew Research Center, de fevereiro de 2025, mostra que metade dos adultos nos Estados Unidos vê conflito entre as duas áreas. Guillén considera que tal oposição decorre de “um mal-entendido” e defende sinergia entre ambas.
“Acreditar é Ver”
Guillén resume sua trajetória como a passagem do lema “ver para crer” para “crer para ver”. O filme e o livro O Invisível em Todo Lugar: Acreditar é Ver estão disponíveis para o público.
Com informações de Folha Gospel