Um bar localizado no Rio de Janeiro foi multado pelo Ministério Público após exibir, em abril de 2026, uma placa que vetava a entrada de cidadãos americanos e israelenses. O episódio, classificado como xenofóbico e discriminatório, reacendeu o debate sobre a escalada de casos de antissemitismo no Brasil.
Levantamento da Confederação Israelita do Brasil (Conib) mostra que, desde o fim de 2023, as denúncias de antissemitismo cresceram entre 150% e 1000%. Em 2024, chegaram a ser contabilizados até seis registros desse tipo por dia em todo o território nacional.
O aumento das ocorrências foi associado, no artigo assinado pelo pesquisador Davi de Souza, a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que compararam ações de defesa de Israel às atrocidades do Holocausto. Segundo o texto, relatórios internacionais — incluindo documentos do governo dos Estados Unidos — passaram a citar o Brasil negativamente após essas falas, apontando correlação entre a retórica presidencial e o crescimento da hostilidade nas ruas.
O autor sustenta que a tolerância ao antissemitismo representa sinal de fragilidade do Estado de Direito e alerta para a possibilidade de novos grupos se tornarem alvos de segregação caso a prática seja normalizada.
Para de Souza, a resposta rápida do Ministério Público no caso do bar carioca demonstra a importância de reação institucional, mas ele defende mobilização mais ampla de sociedade civil e lideranças políticas no combate à intolerância.
Com informações de Pleno.News