Home / Notícias / Brasileiro detido em Israel é investigado por supostos vínculos com Hezbollah

Brasileiro detido em Israel é investigado por supostos vínculos com Hezbollah

ocrente 1777995268
Spread the love

O Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em Israel, prorrogou por 48 horas a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila após a interceptação de uma flotilha que tentava furar o bloqueio naval à Faixa de Gaza, decisão tomada em 3 de maio de 2026.

Segundo o processo, a medida não se restringe à infração marítima. As autoridades israelenses afirmam que o caso envolve também a análise do histórico operacional e da retórica pública de Ávila, que teria participado de eventos ligados a grupos classificados como terroristas em diversas jurisdições ocidentais.

Funeral de líder do Hezbollah

Documentos anexados ao inquérito indicam que Ávila esteve em Beirute, em 2024, para o funeral de Hassan Nasrallah, comandante histórico do Hezbollah morto em operação aérea israelense no Líbano. Na ocasião, o brasileiro foi convidado, de acordo com a investigação, como um dos cerca de cem criadores de conteúdo que cobriram a cerimônia a convite da própria organização.

Durante o sepultamento, publicações do ativista em redes sociais teriam descrito Nasrallah como “referência inspiradora nas lutas anticoloniais” e “mártir”. Imagens anexadas ao processo mostram Ávila entoando palavras de ordem como “Morte a Israel, Morte à América, Vitória ao Islã”, levantando o punho em apoio.

Alegações de proximidade ideológica

Investigadores israelenses sustentam que a presença do brasileiro no funeral de um líder de organização considerada terrorista por Estados Unidos, União Europeia e Israel reforça suspeitas de “afinidade estratégica” com o Hezbollah. A defesa de Ávila nega vínculos diretos com grupos armados e afirma que sua participação em missões navais tem caráter humanitário.

A permanência do brasileiro sob custódia dependerá dos próximos desdobramentos do inquérito, que avalia possíveis conexões com estruturas consideradas terroristas e a participação na tentativa de romper o bloqueio marítimo à Faixa de Gaza.

Com informações de Pleno.News