Home / Notícias / Multa do TST à Ortobom reacende debate sobre intervenção estatal nas empresas, diz advogado

Multa do TST à Ortobom reacende debate sobre intervenção estatal nas empresas, diz advogado

ocrente 1782407067
Spread the love

O advogado e professor de Direito Constitucional André Marsiglia afirmou que a condenação da Ortobom ao pagamento de R$ 300 mil por não ter mulheres em cargos de gerência ultrapassa a discussão sobre políticas de diversidade e revela uma intervenção do Estado na liberdade de escolha das empresas.

A decisão foi proferida pela 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e obriga a fabricante de colchões a pagar indenização por suposta prática discriminatória. Para Marsiglia, ao impor sanção baseada na composição de gênero da liderança, o Judiciário condiciona as nomeações internas à vontade estatal, aproximando-se, segundo ele, de práticas típicas de regimes socialistas.

No artigo, publicado em 25 de junho de 2026, o jurista destaca que é legítimo punir discriminações comprovadas, mas discorda da presunção de culpa apenas porque a distribuição de cargos não corresponde a uma expectativa estatística. Ele questiona: “Se uma empresa possui menos mulheres em cargos de direção, isso é, por si só, prova de discriminação?”.

O autor argumenta ainda que igualdade não se resume a resultados numéricos, e sim a garantir oportunidades para que todos alcancem posições de liderança por mérito. Marsiglia também menciona a complexidade jurídica do conceito de “mulher” quando baseado na autopercepção de gênero, ponto que, segundo ele, torna nebuloso o critério adotado pelo Tribunal.

Para o advogado, decisões como a aplicada à Ortobom podem redefinir os limites da liberdade econômica, transferindo escolhas privadas para o poder público. “A história mostra que o caminho para o socialismo, muitas vezes, começa quando o Estado decide que determinadas escolhas privadas já não pertencem mais aos cidadãos”, conclui.

Com informações de Pleno.News

Esse julgamento do STF vai acabar em Pizza?

Esse julgamento do STF vai acabar em Pizza?