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Militante do PCO considera atos de 8 de Janeiro como vandalismo e critica repressão da esquerda

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A militante do Partido da Causa Operária (PCO), Izadora Dias, manifestou sua opinião sobre os eventos de 8 de janeiro de 2023, considerando-os “no máximo, um ato de vandalismo”. Em entrevista, ela contestou a caracterização dos acontecimentos como um golpe, defendendo que não houve um golpe militar efetivo.

Izadora, que é crítica do ex-presidente Jair Bolsonaro, também refutou a ideia de que o bolsonarismo deva ser rotulado como um movimento fascista. Segundo ela, a repressão a Bolsonaro acabou por aumentar sua popularidade, e o bolsonarismo representa um movimento popular que ressoa com a classe trabalhadora conservadora do Brasil.

A militante ressaltou que a interpretação do Supremo Tribunal Federal (STF), que responsabilizou 1,4 mil pessoas pelos atos de janeiro, não é aceita por ela. Izadora mencionou casos de trabalhadores e mulheres que enfrentaram penas severas, criando um clima de perseguição entre os apoiadores de Bolsonaro.

Nascida em Barra Bonita, São Paulo, Izadora Dias, de 31 anos, estuda Letras na Universidade de São Paulo (USP) e se filiou ao PCO em 2018. Ela faz parte da estrutura nacional do partido e critica a aliança da esquerda com instituições que não gozam de respeito popular.

Ela acredita que a aproximação da esquerda com a burguesia e instituições financeiras resultou em uma perda de conexão com a população trabalhadora. Em sua visão, o identitarismo tem desviado o foco das questões econômicas e da organização dos trabalhadores, e essa tendência é prejudicial para a luta política.

Izadora também discute a estratégia do PT, afirmando que o partido se afastou das críticas tradicionais ao Judiciário e que a repressão judicial pode fortalecer os movimentos que se pretende combater. Ela afirma que, independentemente do resultado das eleições, o PCO continuará se opondo a qualquer governo que não atenda às demandas da classe trabalhadora.

Além disso, em um debate recente, Izadora provocou polêmica ao afirmar que o sistema prisional feminino deve ser organizado com base no sexo biológico, o que gerou reações negativas de setores da esquerda. Ela destacou que, muitas vezes, enfrenta mais críticas de seus próprios colegas de esquerda do que de adversários políticos da direita.

Fonte: Revista Oeste.