Uma postagem do deputado federal André Janones (Rede-MG) está gerando repercussões internacionais ao tentar vincular Flávio Bolsonaro (PL) à exploração sexual de refugiadas ucranianas. A situação chamou a atenção do governo da Ucrânia, que está acompanhando de perto os desdobramentos.
Janones, conhecido por sua liderança nas redes sociais em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez a declaração em sua conta no Instagram na madrugada do dia 24 de outubro, ao mencionar o bombardeio russo à maternidade de Mariupol, um dos episódios mais marcantes da guerra na Ucrânia, que ocorreu em fevereiro de 2022.
O caso adquiriu uma dimensão delicada por envolver a soberania ucraniana. A imagem de uma mulher grávida sendo retirada da maternidade bombardeada se tornou um símbolo da agressão russa contra civis e foi amplamente divulgada. O episódio foi documentado no filme “20 Dias em Mariupol”, que recebeu o Prêmio Pulitzer em 2023.
Em sua postagem, Janones mencionou uma investigação sobre uma suposta rede de prostituição internacional liderada por Daniel Vorcaro, que, segundo ele, recrutava mulheres, incluindo refugiadas ucranianas, para encontros com homens influentes, supostamente aliados de Flávio Bolsonaro. No entanto, não há provas que conectem Flávio a essas alegações.
As mensagens que Janones cita não mencionam Flávio Bolsonaro e a mulher referida não é a mesma resgatada em Mariupol. O Núcleo de Estudos da Ucrânia da Universidade de São Paulo também se manifestou nas redes sociais, insinuando ligações sem evidências entre membros da extrema direita e as mensagens de Vorcaro.
Janones, em sua publicação, afirmou que não existe qualquer evidência que relacione a vítima do bombardeio às festas mencionadas ou a encontros com o candidato. A Representação Central Ucraniano-Brasileira, que representa a comunidade ucraniana no Brasil, também se pronunciou sobre o caso.
O governo Lula, por sua vez, tem sido criticado por sua postura em relação à Ucrânia, com declarações que sugerem que o país invadido compartilha responsabilidade pelo conflito. Lula já se encontrou com o presidente russo Vladimir Putin e se recusou a intermediar questões envolvendo o sequestro de crianças ucranianas pela Rússia.
Fonte: Gazeta Do Povo.









