Brasília – O publicitário Marcello Lopes, conhecido no meio político como “Marcelão”, aceitou chefiar a comunicação da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026, com a ressalva de que não integrará uma possível administração caso o parlamentar seja eleito.
“Não há possibilidade de eu fazer parte do governo do Flávio; essa foi a condição que coloquei”, afirmou Lopes em entrevista. Ex-policial civil, o publicitário declarou ter hoje “convergência total” com a iniciativa privada e disse não se enxergar novamente na máquina pública.
Equipe técnica e nomes de peso
A coordenação geral da campanha está a cargo do ex-ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho (PL-RN). Segundo Lopes, o time de comunicação será “100% técnico”, sem um marqueteiro único. Entre os profissionais convocados por ele estão:
- Walter Longo, ex-Grupo Abril;
- Toninho Neto, diretor de televisão;
- Marcos Carvalho, que atuou na campanha vitoriosa de Jair Bolsonaro em 2018.
Escolhido nesta semana para liderar o setor de marketing, Lopes disse sentir “repulsa” pela ideia de ocupar um ministério. “Prefiro a iniciativa privada e não tenho perfil para gestão pública”, reiterou.
Trajetória e negócios
A passagem de Lopes pelo serviço público ocorreu entre 2011 e 2014, quando integrou a Casa Militar do então governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Após deixar o cargo, fundou a agência Cálix Propaganda, com sede em Brasília e filial no Rio de Janeiro. A empresa atende o Banco de Brasília (BRB) e, recentemente, a Secretaria de Comunicação do governo paulista de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O publicitário planeja entrar em férias até o fim desta semana e, na volta, pretende licenciar-se da presidência da agência para dedicar-se integralmente à campanha até o início de junho.
Relação pessoal com Flávio
Amigos de longa data, Lopes e Flávio Bolsonaro frequentam a Comunidade das Nações, igreja liderada pelo bispo JB Carvalho em Brasília. Em janeiro de 2026, o publicitário acompanhou o senador em viagem a Israel, primeiro compromisso internacional após a confirmação da candidatura.
Lopes disse confiar na “sensibilidade” de Flávio para formar o eventual ministério, ainda que prometa contribuir com sugestões. “Quem nomeará será o Flávio; eu apenas ajudarei quando for solicitado”, concluiu.
Com informações de Gazeta do Povo