E7442C86FCBF891E007D063FE7FD2E3D
Home / Política / Dino diz que ofensiva contra Judiciário nasce de “totalitarismo” e “trapaças”

Dino diz que ofensiva contra Judiciário nasce de “totalitarismo” e “trapaças”

ocrente 1785444842
Spread the love

Brasília — 30.jul.2026 — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmou nesta quinta-feira (30) que o avanço de práticas “totalitárias” e de “trapaças” está por trás dos ataques dirigidos ao Poder Judiciário no Brasil e no exterior.

Em publicação nas redes sociais, Dino compartilhou reportagem que registra a queda de popularidade da Suprema Corte dos Estados Unidos, hoje no menor índice em 26 anos, e relacionou o fenômeno à polarização política. “Os adeptos do totalitarismo se aproveitam de problemas reais para desgastar as instituições”, destacou o ministro.

Tensão Brasil–EUA após novo tarifaço

A manifestação ocorre em meio à tensão diplomática provocada pela decisão do governo de Donald Trump de elevar tarifas a produtos brasileiros. Ao justificar a medida, Washington criticou decisões do STF que, segundo a Casa Branca, configurariam “censura” e ameaçariam a liberdade de expressão.

Para Dino, cabe ao Judiciário “impor limites” a abusos de poder — públicos, privados ou estrangeiros. “Um bom tribunal estabelece fronteiras intransponíveis para totalitários e trapaceiros”, escreveu.

Percepção interna sobre o STF

No Brasil, o último levantamento Futura/Apex, divulgado em 14 de julho, indica que 52,3 % dos entrevistados desaprovam o desempenho da Corte, enquanto 35 % aprovam e 11,8 % não têm opinião. A pesquisa ouviu 2 000 pessoas entre 7 e 11 de julho, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e confiança de 95 % (registro TSE nº BR-07294/2026).

O ministro já havia definido o totalitarismo como a “negação absoluta do reino da liberdade” sustentada por realidades paralelas e pelo uso do medo. Segundo ele, o silêncio diante de agressões às regras constitucionais também é uma forma de trapaça.

Washington mantém estado de emergência em relação ao Brasil desde 2024. Na renovação mais recente, a Casa Branca citou “censura” e “prisões” ordenadas pelo STF como riscos “incomuns e extraordinários” à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americanas.

Com informações de Gazeta do Povo