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Lula cogita reaproximação com Alcolumbre para acelerar votação que extingue escala 6×1

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda retomar o diálogo com o senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, a fim de agilizar a tramitação de projetos considerados prioritários pelo Palácio do Planalto, entre eles a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1 e a PEC da Segurança Pública.

Lula e Alcolumbre estão distantes desde abril, quando o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeação foi barrada por 42 votos contra e 34 a favor, três a menos do mínimo necessário. O atrito, porém, começou em 2025, depois de Lula não ter escolhido o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) — preferido da cúpula do Congresso — para a Corte.

Segundo o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), Alcolumbre manifestou interesse em “sentar com o presidente e recompor a relação”. “Ele diz, reiteradamente, que quer conversar. [Lula] está avaliando”, afirmou o ministro ao jornal O Globo, em entrevista publicada no fim de semana.

Interesse eleitoral pressiona agenda

A possível reconciliação ocorre a poucos meses da campanha em que Lula buscará um quarto mandato. O governo quer usar o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública como vitrines eleitorais, mas enfrenta resistência no Senado. Desde a rejeição de Messias, Alcolumbre tem segurado matérias de interesse do Planalto e colocado em pauta projetos que impõem gastos extras ao governo, as chamadas “pautas-bomba”.

Guimarães minimiza a chance de novos atrasos: “Não se pode interditar a discussão de um tema nacional como esse. Eu e o deputado Hugo Motta estamos trabalhando para permitir votação imediata, sem protelação no Senado”.

Messias voltará ao plenário

Na semana passada, Lula anunciou que reenviará o nome de Jorge Messias ao Senado, insistindo em sua prerrogativa constitucional de indicar ministros do STF. Parlamentares, contudo, ainda veem clima de incerteza sobre a aprovação.

Guimarães atribui a falta de encontro entre Lula e Alcolumbre à agenda carregada do presidente: “O presidente teve uma agenda muito frenética nesses dias. Eu vivi todas as campanhas do presidente, mas nesta, em especial, nunca vi tanta coisa para ser mostrada”.

Com informações de Gazeta do Povo