Fortaleza (CE), 31 de julho de 2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira que “metade do Senado Federal está apodrecida” e defendeu a eleição de mais parlamentares alinhados ao campo progressista na próxima legislatura.
A fala ocorreu na convenção estadual do PT, em Fortaleza, que oficializou a candidatura à reeleição do governador Elmano de Freitas (PT) e confirmou o senador Cid Gomes (PSB) como integrante da chapa majoritária. “Precisamos de senadores; o Cid e o Camilo [Santana] sabem que o Senado tem metade apodrecida. Temos de fazê-lo agir corretamente”, disse Lula ao público.
O presidente brincou sobre a ausência do segundo nome para a disputa ao Senado na coligação: “Há um senador invisível que vai aparecer”, afirmou. Ele prometeu empenho pessoal para eleger Freitas, Cid Gomes e o futuro segundo candidato.
Projetos parados na Casa Alta
Lula criticou a demora da Casa em votar pautas consideradas prioritárias pelo governo. Citou a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, aprovada pela Câmara dos Deputados em março, mas ainda sem data para análise pelos senadores, além do fim da escala 6×1 para trabalhadores.
O petista destacou ainda a recente aprovação da Lei Antifacção e cobrou celeridade do Senado. “A Câmara já votou, falta só o Senado. Vou conversar com você, Camilo, e com você, Cid, para fazermos andar”, declarou, referindo-se ao ministro da Educação, Camilo Santana, que assumiu em maio a liderança do governo na Casa após a saída de Jaques Wagner (PT-BA).
Relação com Alcolumbre
O relacionamento de Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ficou tenso depois que o nome de Jorge Messias, então advogado-geral da União, foi rejeitado para o Supremo Tribunal Federal. Segundo interlocutores do Planalto, é esperado um encontro entre Lula e Alcolumbre após o recesso parlamentar, na próxima semana.
Encerrando o discurso, Lula afirmou: “Enquanto eu for presidente, nesse estado nenhum fascista mete a mão”.
Com informações de Gazeta do Povo