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Japão inaugura Departamento Nacional de Inteligência para enfrentar espionagem estrangeira

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O governo japonês colocou em funcionamento nesta sexta-feira, 31 de julho de 2026, o Departamento Nacional de Inteligência, primeira agência centralizada de contraespionagem do país desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A nova estrutura tem como missão reforçar a proteção do arquipélago diante de ameaças atribuídas a China, Rússia e Coreia do Norte.

Em entrevista coletiva, o porta-voz-chefe do governo, Minoru Kihara, classificou a criação do órgão como “o primeiro passo na reforma da inteligência estatal para permitir um processo decisório mais rápido e bem fundamentado”.

Conselho de Segurança Nacional também entra em operação

A inauguração do departamento decorre de uma lei aprovada em maio, que instituiu ainda um Conselho de Segurança Nacional chefiado pela primeira-ministra Sanae Takaichi. Ambos os organismos foram formalmente estabelecidos nesta sexta-feira e devem se reunir ainda hoje para definir as diretrizes iniciais, informou a agência Kyodo.

Estrutura e atribuições

Com quadro previsto de 730 servidores, o novo escritório atuará como secretaria do Conselho de Segurança, coordenando informações provenientes da Agência Nacional de Polícia e dos ministérios das Relações Exteriores e da Defesa, entre outros. A lei concede ao departamento poder para requisitar o compartilhamento de dados entre as pastas.

Promessa de campanha

A instalação dos dois organismos atende a uma das principais promessas de campanha de Sanae Takaichi, que assumiu o cargo em outubro do ano passado.

Contexto de vulnerabilidades

A preocupação de Tóquio com contraespionagem ganhou destaque após reportagens que apontaram fragilidades na segurança nacional. Em julho, o jornal The New York Times descreveu a capital japonesa como um “ninho de espiões”, citando uma suposta operação russa para obter tecnologia militar destinada ao conflito na Ucrânia. Outros casos envolveram exportação ilegal de servidores com chips Nvidia da Taiwan para a China via Japão e episódios de espionagem industrial dentro do país.

Com a nova agência, o governo espera centralizar a coleta de informações e reagir de forma mais ágil a possíveis ameaças externas.

Com informações de Gazeta do Povo