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Keiko Fujimori toma posse no Peru e promete linha dura contra o crime

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Keiko Fujimori assumiu nesta terça-feira (28) a Presidência do Peru para um mandato de cinco anos, até 2031, marcando o retorno do fujimorismo ao Palácio de Governo depois de quase 26 anos.

Na cerimônia em Lima, a nova chefe de Estado afirmou que defenderá “a soberania nacional, a liberdade e a democracia” e trabalhará por “um país seguro, próspero e unido”. Ela também destacou, “respeitando a liberdade de culto”, o papel da Igreja Católica na formação cultural e moral do país.

Forças Armadas na linha de frente da segurança

Diante do Congresso, Fujimori anunciou que, durante os estados de emergência, as Forças Armadas comandarão temporariamente as operações de segurança em conjunto com a Polícia Nacional. A presidente prometeu devolver à corporação “o respeito, o equipamento e o respaldo político que merece”.

O plano de segurança inclui ainda um processo de modernização tecnológica, com a criação de um sistema nacional de videomonitoramento interligado, uso de plataformas de inteligência artificial para prever e mapear crimes, além de novas ferramentas de comunicação e centros de comando para respostas mais rápidas.

Para pôr essas medidas em prática, o governo editará decretos de urgência e pedirá ao Congresso poderes legislativos delegados, a fim de promover reformas operacionais, processuais e penitenciárias.

Reajuste no salário mínimo

Na área econômica, Fujimori anunciou aumento de cerca de 15% no salário mínimo, que passará de 1.130 para 1.300 soles (aproximadamente R$ 1.965). Micro e pequenas empresas receberão um bônus único para compensar parte do custo e incentivar a formalização de trabalhadores.

A presidente defendeu que a reforma do Estado venha acompanhada de responsabilidade fiscal, considerada por ela essencial para o crescimento econômico, a confiança dos investidores e a continuidade das políticas sociais.

Plano de contingência para o El Niño

Fujimori informou que destinará “recursos extraordinários” à preparação do país para o fenômeno climático El Niño. O plano nacional de contingência prevê limpeza de leitos de rios, reforço de margens e assistência técnica e financeira aos agricultores afetados.

Protesto da oposição

Pouco antes do pronunciamento presidencial, parlamentares de partidos de esquerda deixaram o plenário vestidos de preto, gritando “Justiça para as vítimas” — referência às mortes durante protestos antigovernamentais recentes e ao período em que Alberto Fujimori, pai da nova presidente, governou o país. Keiko aguardou em silêncio até a saída dos opositores para iniciar seu discurso.

Com informações de Gazeta do Povo