O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa comunicou à direção nacional da Democracia Cristã (DC) que não disputará a Presidência da República nas próximas eleições. O aviso foi feito nesta semana ao presidente da sigla, o ex-deputado federal João Caldas (DC-PB).
Barbosa filiou-se ao partido em abril, quando passou a ser cogitado como nome competitivo para o Palácio do Planalto. Desde então, condicionava a efetivação da candidatura a dois fatores principais: forte receptividade do eleitorado e a formação de alianças que ampliassem tempo de televisão e garantissem recursos para a campanha.
Em maio, ele declarou que só entraria na disputa se percebesse “boa receptividade” dos eleitores. A exigência não se confirmou. Pesquisa Datafolha divulgada em junho apontou o ex-ministro com apenas 1% das intenções de voto.
Além do desempenho modesto nas sondagens, a Democracia Cristã não conseguiu costurar coligações nem erguer a estrutura considerada necessária para uma campanha presidencial. Diante desse cenário, Barbosa decidiu oficializar a desistência antes do período das convenções partidárias, marcado de 20 de julho a 5 de agosto.
Disputa interna
A possível candidatura de Joaquim Barbosa gerou atritos dentro do partido. O ex-deputado Aldo Rebelo, que também pretendia concorrer pelo DC, classificou a abertura de espaço ao ex-ministro como “afronta”. Mesmo mantendo sua pré-candidatura, Aldo foi expulso da legenda, recorreu à Justiça e obteve liminar que determinou sua reintegração.
Com a saída de Barbosa, a sigla terá de reorganizar seu calendário e definir, nas convenções, se lançará novo nome ou firmará apoio a outra chapa.
Com informações de Direita Online