A eleição do advogado e comentarista político Abelardo de la Espriella para a Presidência da Colômbia, realizada em 22 de junho de 2026, altera o equilíbrio ideológico na região e reforça o grupo de governos de direita e centro-direita na América Latina. A posse está marcada para agosto, quando o país deixará oficialmente o eixo liderado pela esquerda do atual presidente Gustavo Petro.
Quem compõe o bloco conservador
Com a entrada da Colômbia, o alinhamento à direita passa a reunir:
• Argentina – Javier Milei
• Chile – José Antonio Kast
• Bolívia – Rodrigo Paz
• Equador – Daniel Noboa
• Paraguai – Santiago Peña
• El Salvador – Nayib Bukele
• Panamá – José Raúl Mulino
• Costa Rica – Laura Fernández
• Honduras – Nasry Asfura
• República Dominicana – Luis Abinader
• Colômbia – Abelardo de la Espriella
No Peru, a apuração ainda em curso aponta vantagem de Keiko Fujimori; uma eventual vitória ampliaria esse bloco.
Campo de esquerda mantém Brasil e México
Do outro lado, seguem sob liderança de esquerda ou centro-esquerda:
Brasil (Luiz Inácio Lula da Silva), México (Claudia Sheinbaum), Guatemala (Bernardo Arévalo), Uruguai (Yamandú Orsi), Suriname (Chan Santokhi), Guiana (Irfaan Ali), Cuba (Miguel Díaz-Canel), Nicarágua (Daniel Ortega), Venezuela (Delcy Rodríguez) e o Haiti, administrado por um conselho de transição chefiado por Edgard Leblanc Fils.
Peso colombiano na equação regional
Quarta maior economia da América Latina e peça-chave em segurança e combate ao narcotráfico, a Colômbia possui histórico de cooperação com os Estados Unidos. Durante a campanha, Espriella prometeu endurecer o enfrentamento ao crime organizado, revisar acordos com guerrilhas firmados por Petro e aproximar-se de líderes conservadores da região.
Possível adesão ao “Escudo das Américas”
O secretário de Estado norte-americano Marco Rubio declarou neste mês que o Escudo das Américas — aliança norte-americana contra crime, narcotráfico e terrorismo — deve ganhar novos integrantes à medida que governos mudarem. Já participam da iniciativa Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá e Paraguai. Espriella anunciou intenção de incluir a Colômbia assim que assumir. No Brasil, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro também sinalizou apoio à adesão caso vença as eleições presidenciais deste ano.
Se confirmada a vitória de Keiko Fujimori no Peru, a direita comandará a maioria das principais economias da América do Sul, enquanto a esquerda seguirá à frente de Brasil e México.
Com informações de Gazeta do Povo