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União Europeia apura X de Elon Musk por imagens sexualizadas geradas pela IA Grok

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A Comissão Europeia anunciou nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, a abertura de uma investigação contra a rede social X, de propriedade de Elon Musk, por suspeita de que a inteligência artificial Grok esteja gerando e distribuindo imagens sexualizadas sem consentimento.

Em comunicado divulgado em Bruxelas, o órgão informou que analisará se a empresa avaliou e mitigou adequadamente os riscos associados ao lançamento do Grok na União Europeia, em especial a possibilidade de circulação de conteúdo ilegal, incluindo material que possa ser classificado como abuso sexual infantil.

Segundo a Comissão, a apuração verificará o cumprimento da Lei de Serviços Digitais (DSA). A plataforma deverá apresentar um relatório de riscos específico sobre as funcionalidades do Grok antes de disponibilizá-las ao público europeu.

Antes mesmo da abertura do procedimento, Bruxelas determinou que o X preserve toda a documentação interna relacionada ao Grok durante o ano de 2026, medida que integra outra investigação em curso sobre a política da rede para conter conteúdos ilícitos.

A ordem foi emitida após a divulgação de casos em que o chatbot teria gerado imagens de crianças e mulheres nuas, fato que levou o governo francês a acionar a empresa na Justiça. Fontes ligadas à Comissão afirmam que o X adotou medidas para restringir esse tipo de conteúdo, porém esclarecem que o novo processo “vai além” das imagens sexualizadas e envolve a própria arquitetura da rede e de sua IA.

Se as suspeitas forem confirmadas, o X poderá ter infringido vários artigos da DSA relacionados à avaliação e à redução de riscos sistêmicos para usuários europeus. A investigação não possui prazo definido, mas tramitará com prioridade devido ao potencial impacto das funcionalidades do Grok.

Em dezembro de 2025, a Comissão já havia multado o X em 120 milhões de euros por descumprir exigências de transparência, apontando “design enganoso” no selo de verificação azul, falta de clareza em seu repositório publicitário e restrições de acesso a dados para pesquisadores.

Paralelamente, Bruxelas prorrogou nesta segunda-feira a investigação iniciada em 2023 sobre a gestão de riscos nos sistemas de recomendação de conteúdo da plataforma, que agora incluirá os efeitos da migração para um modelo baseado no Grok.

Com informações de Gazeta do Povo