Washington (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou na quarta-feira, 29 de abril de 2026, em sua conta na rede Truth Social, uma imagem que renomeia o estratégico Estreito de Ormuz como “Estreito de Trump”. A arte foi originalmente publicada pelo perfil de apoio Women For Trump.
Responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial antes do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, o estreito permanece parcialmente bloqueado pelo regime iraniano. Dados de plataformas de monitoramento naval citados pela NBC mostram que apenas seis embarcações atravessaram Ormuz na quarta-feira; antes da guerra, iniciada em 28 de fevereiro, a média era de 125 navios por dia. O cessar-fogo em vigor desde 7 de abril é considerado frágil.
Possível bloqueio naval ampliado
Em reação à obstrução, Trump avalia estender o bloqueio a navios que partem ou se destinam a portos iranianos. A possibilidade levou Mohsen Rezaei, assessor militar do líder supremo Mojtaba Khamenei, a dizer na quinta-feira, 30 de abril, que Teerã responderá a qualquer nova restrição. “O Oceano Índico é extremamente vasto e podemos atravessá-lo facilmente; já o fizemos”, afirmou à emissora estatal IRIB.
Petróleo em alta
A incerteza logística fez o preço do Brent alcançar US$ 126,41 o barril na quinta-feira, maior patamar em quatro anos. O WTI, referência americana, permaneceu próximo de US$ 106,70.
Negociações de paz
Segundo a imprensa norte-americana, o Irã deve encaminhar até sexta-feira, 1.º de maio, ao Paquistão — mediador das conversas — uma versão revisada de sua proposta de paz. O plano divulgado no fim de semana anterior desagradou Trump, pois adiava a discussão sobre o programa nuclear iraniano até a resolução do bloqueio naval e da situação em Ormuz.
Na segunda-feira, 27 de abril, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou como “inaceitável” a intenção iraniana de manter controle militar e de cobrança de taxas sobre o estreito após o conflito.
Com informações de Gazeta do Povo