O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta quarta-feira (29) na plataforma Truth Social que a Casa Branca avalia cortar parte do efetivo americano estacionado na Alemanha. A manifestação ocorre um dia depois de o chanceler alemão, Friedrich Merz, declarar que Washington foi “humilhado” pelo Irã nas negociações para pôr fim à guerra no Oriente Médio.
“Os Estados Unidos estão estudando e analisando a possível redução de tropas na Alemanha”, escreveu Trump, acrescentando que uma decisão definitiva pode ser anunciada “nos próximos dias”.
Maior contingente americano na Europa
Atualmente, os EUA mantêm cerca de 40 mil militares em solo alemão, o maior destacamento americano no continente. As tropas estão distribuídas em bases estratégicas, como Ramstein e Stuttgart, que funcionam como polos de comando, logística e operações para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
De acordo com o Comando do Exército dos Estados Unidos na Europa e na África (USAREUR-AF), essa presença é considerada crucial para a capacidade de dissuasão e resposta rápida da aliança militar no continente.
Tensão após declarações de Merz
Merz criticou publicamente a atuação americana nas tratativas com Teerã, afirmando que Washington saiu “humilhado” das negociações e carece de um plano claro para encerrar o conflito. Trump rebateu a acusação, sustentando que seu governo mantém “pressão firme” sobre o Irã e que os avanços na contenção do programa nuclear iraniano não estariam sendo reconhecidos pelos aliados europeus.
O eventual reposicionamento de tropas marca mais um ponto de tensão nas relações entre EUA e Alemanha, tradicionalmente próximos na estrutura de segurança da Otan.
Com informações de Gazeta do Povo