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Marinha de Israel intercepta 21 barcos e detém 175 ativistas de flotilha com destino a Gaza

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Tel Aviv – O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou nesta quinta-feira (30) que 175 ativistas foram presos após a interceptação da Flotilha Global Sumud, que navegava em direção à Faixa de Gaza.

De acordo com a chancelaria israelense, os participantes estão sendo transferidos para Israel depois que 21 das 58 embarcações foram abordadas pela Marinha em águas internacionais próximas à costa da Grécia, aproximadamente 1.200 quilômetros do enclave palestino.

Segundo o jornal The Times of Israel, um oficial da marinha comunicou aos tripulantes que, devido ao bloqueio naval imposto a Gaza, a ajuda humanitária deveria ser desembarcada em locais previamente autorizados — como o porto israelense de Ashdod — e pediu que retornassem ao ponto de partida. Parte dos ativistas rejeitou a orientação e prosseguiu rumo ao enclave, motivando a abordagem.

Em vídeo divulgado posteriormente pelo Ministério das Relações Exteriores, autoridades israelenses alegaram ter encontrado preservativos e drogas em uma das embarcações. O porta-voz da flotilha, Gur Tsabar, negou a acusação e classificou a declaração como “desinformação”.

Em comunicado, os organizadores da Flotilha Global Sumud afirmaram que militares danificaram motores e sistemas de navegação dos barcos, deixando “centenas de civis abandonados em embarcações sem energia” na rota de uma tempestade iminente. Eles também acusam Israel de bloquear as comunicações entre os navios, dificultando pedidos de socorro.

Esta é a segunda vez que o grupo tenta furar o bloqueio marítimo a Gaza. Em outubro do ano passado, a primeira flotilha foi interceptada pelas forças israelenses antes de alcançar o território palestino. Na ocasião, Israel argumentou que a iniciativa tinha caráter político, pois os ativistas teriam recusado a entrega dos suprimentos no Chipre ou em Ashdod. Entre os participantes daquela ação estava a ativista sueca Greta Thunberg.

As autoridades israelenses alertaram que as embarcações restantes da atual flotilha também serão paradas caso insistam em seguir rumo à Faixa de Gaza.

Com informações de Gazeta do Povo