O Departamento de Estado dos Estados Unidos denunciou nesta quinta-feira (9) que o Irã ampliou significativamente a repressão contra cidadãos cristãos desde o início da guerra travada contra Washington e Tel Aviv, em fevereiro deste ano.
De acordo com o órgão, prisões, penas mais longas e condições carcerárias severas fazem parte de uma escalada promovida pelo regime em Teerã. Entre os casos citados está o de Ghazal Marzban, 42 anos, católica condenada a quase dez anos de prisão por manifestar sua fé. Detida na penitenciária de Evin – considerada uma das mais duras do país –, Marzban realizou greve de fome em maio; seu estado de saúde atual é desconhecido.
“No Irã, os direitos humanos e as liberdades fundamentais, incluindo a liberdade de religião, são ignorados. O regime recorre a prisões arbitrárias e tortura para intimidar opositores e silenciar minorias”, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado à rede Fox News.
Números em alta
Dados reunidos pela jornalista e especialista em Irã Lisa Daftari, editora-chefe do programa The Foreign Desk, indicam que as detenções de cristãos saltaram de 139 em 2024 para 254 em 2025. Pelo menos 11 pessoas receberam sentenças superiores a dez anos.
Daftari avalia que a morte do ex-líder supremo Ali Khamenei e o cenário de guerra contribuíram para a adoção de políticas ainda mais radicais contra minorias religiosas. Desde fevereiro, autoridades iranianas afirmam ter “neutralizado” 53 “elementos” – termo usado para se referir a cristãos evangélicos – sob a justificativa de ameaça à segurança nacional.
Organizações de direitos humanos, como a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), acompanham os casos e alertam para o agravamento das condições nos presídios iranianos, onde denúncias de tortura e privação de atendimento médico são recorrentes.
Com informações de Gazeta do Povo