Kinshasa (RDC) – Um surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) provocou mais de 100 mortes e levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar emergência de saúde pública de importância internacional, na segunda-feira, 18 de maio de 2026.
De acordo com o diretor do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, Jean Kaseya, a RDC já registra pelo menos 100 mortos e mais de 390 casos suspeitos. A variante identificada é a Bundibugyo, uma das cepas do vírus ebola.
Casos confirmados em Uganda
A doença ultrapassou a fronteira congolesa e alcançou Uganda, onde foram confirmados dois casos, incluindo um óbito. A OMS afirma que, embora o episódio não preencha critérios de pandemia, o risco regional exige coordenação internacional, dadas as fronteiras porosas, a intensa circulação de pessoas e a situação humanitária delicada na área afetada.
Resposta dos Estados Unidos
Em Washington, o governo norte-americano ativou uma resposta interinstitucional 24 horas após a confirmação do surto. O Departamento de Estado anunciou a criação de uma célula de coordenação e um sistema de gestão de incidentes com várias agências federais.
Como primeira medida, foram mobilizados US$ 13 milhões (cerca de R$ 65 milhões) para ações imediatas, incluindo vigilância epidemiológica, reforço de laboratórios, comunicação de riscos e ampliação da capacidade de atendimento clínico. A mobilização foi acelerada depois que um cidadão norte-americano contraiu ebola na RDC; o paciente será transferido para a Alemanha para tratamento especializado, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
Para reduzir a possibilidade de entrada do vírus em solo norte-americano, os EUA emitiram uma ordem temporária que proíbe a entrada de viajantes que tenham passado, nos últimos 21 dias, por países afetados pelo surto.
Recomendações da OMS
A organização orientou República Democrática do Congo e Uganda a intensificarem vigilância epidemiológica, rastreamento de contatos, testes laboratoriais, controles de fronteira e protocolos de prevenção de infecções em unidades de saúde. Países vizinhos foram alertados a aumentar o nível de prontidão para identificar e isolar eventuais casos.
Com informações de Gazeta do Povo