Washington, 18 de maio de 2026 – O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (18) uma nova rodada de sanções contra altos integrantes do regime cubano, aprofundando a pressão diplomática e econômica sobre Havana.
As medidas, adotadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro, determinam o congelamento de bens sob jurisdição norte-americana e proíbem qualquer transação financeira com os alvos designados.
Quem foi sancionado
Entraram na lista:
- Mayra Arevich, ministra das Comunicações e ex-presidente da estatal de telecomunicações ETECSA;
- Vicente de la O Levy, ministro da Energia;
- Rosabel Gamon Verde, ministra da Justiça;
- Esteban Lazo, presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular;
- Roberto Morales Ojeda, secretário de Organização do Comitê Central do Partido Comunista;
- Direção Nacional de Inteligência de Cuba.
Outras entidades cubanas já sancionadas, como o Ministério do Interior e a Polícia Nacional Revolucionária, permanecem sob as mesmas restrições.
Base legal e contexto
As sanções cumprem uma ordem executiva assinada no início do mês pelo presidente dos EUA, que classificou Cuba como “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional norte-americana. A decisão reforça o embargo energético imposto recentemente à ilha.
A iniciativa ocorre em meio a um aumento da tensão bilateral. Mais cedo, o líder cubano Miguel Díaz-Canel advertiu que um eventual confronto direto com Washington resultaria em “banho de sangue” na ilha.
Acusações contra Raúl Castro
Além das sanções econômicas, o Departamento de Justiça planeja formalizar na próxima sexta-feira (22) acusações contra o ex-ditador Raúl Castro. O processo, que será apresentado em um tribunal da Flórida, diz respeito ao abatimento de aeronaves de uma organização de exilados cubanos em 1996, quando Castro ocupava o cargo de ministro da Defesa.
Com informações de Gazeta do Povo