O Senado dos Estados Unidos deu, nesta terça-feira (19), o primeiro passo para obrigar o presidente Donald Trump a encerrar a participação norte-americana na guerra contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro. Por 50 votos a 47, os senadores aprovaram uma resolução que determina a retirada das Forças Armadas do confronto caso o governo não obtenha autorização formal do Congresso.
O texto é de autoria do democrata Tim Kaine, da Virgínia, e contou com o apoio de quatro republicanos — Susan Collins (Maine), Lisa Murkowski (Alasca), Rand Paul (Kentucky) e Bill Cassidy (Louisiana). Esta é a primeira vez, após sete tentativas anteriores fracassadas, que uma iniciativa deste tipo avança na Casa desde o começo do conflito.
A resolução ainda precisa ser analisada em novas etapas no próprio Senado e, depois, votada na Câmara dos Deputados. Mesmo que seja aprovada nas duas Casas, Trump já sinalizou que deverá vetar a medida.
Para os democratas, o resultado expõe o desgaste político da guerra. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, afirmou que integrantes do Partido Republicano começam a romper o “muro de silêncio” em torno da condução do conflito pela Casa Branca.
Nos últimos dias, Trump declarou ter suspendido ataques previstos contra o Irã para dar espaço à diplomacia, mas reiterou a ameaça de uma ofensiva em larga escala caso Teerã rejeite as condições apresentadas por Washington.
Com informações de Gazeta do Povo