O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (13) o economista Kevin Warsh, de 55 anos, para assumir a presidência do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. A indicação, feita pelo presidente Donald Trump, foi confirmada por 54 votos a 45, o resultado mais apertado para o cargo desde que a Casa passou a deliberar sobre o tema, em 1977.
Todos os senadores republicanos apoiaram o nome de Warsh. Do lado democrata, apenas John Fetterman, da Pensilvânia, votou a favor. O novo presidente substituirá Jerome Powell, que deixou o posto após sucessivos atritos com o atual governo.
Trajetória e mudança de postura
Ex-governador do Fed entre 2006 e 2011 — período em que se tornou o mais jovem integrante do colegiado — Warsh era conhecido por defender uma política monetária rigorosa contra a inflação. Nos últimos meses, porém, passou a sinalizar apoio a taxas de juros mais baixas, alinhando-se à visão de Trump, que desde seu retorno à Casa Branca, em janeiro de 2025, pressiona pela redução acelerada do custo do dinheiro.
Desafios pela frente
Warsh assume o comando do Fed em um momento de questionamentos sobre a independência da instituição. Na última reunião liderada por Powell, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) manteve os juros na faixa de 3,5% a 3,75%, decisão tomada em meio a um cenário econômico fragilizado e aos impactos da guerra no Oriente Médio.
Com a confirmação no Senado, Kevin Warsh passa a gerenciar a política monetária da principal economia do planeta sob intensa vigilância do Congresso, dos mercados e da Casa Branca.
Com informações de Gazeta do Povo