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Relatório aponta que Rússia usou frota secreta de drones para testar defesas aéreas europeias

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Brasília, 2 de julho de 2026 – Um estudo divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) indica que a Rússia operou uma frota clandestina de drones, lançada a partir de navios, para identificar falhas nas defesas de países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

De acordo com o relatório, Moscou realizou pelo menos 144 sobrevoos suspeitos entre 2024 e 2026 sobre Alemanha, França, Bélgica, Países Baixos, Reino Unido e Dinamarca. O pico das operações ocorreu no fim de 2025, período em que aeroportos na Alemanha, Espanha e Dinamarca precisaram ser fechados temporariamente devido à presença dos aparelhos não identificados.

Os analistas do IISS rastrearam embarcações de uma “froto paralela” russa e concluíram ser “altamente provável” que esses navios funcionem como plataformas móveis de lançamento de drones. As incursões teriam servido para monitorar instalações militares, avaliar sistemas de defesa antiaérea e, paralelamente, interferir em rotas de aviação civil.

Segundo o documento, a campanha representou um “revés estratégico” para a Europa, já que as ações discretas de Moscou não estimularam uma reação coletiva imediata da Otan. Altos funcionários europeus ouvidos pela agência Associated Press afirmaram que ainda é difícil atribuir formalmente cada incidente à Rússia.

Especialistas explicam que drones de voo baixo e lento confundem radares ao se misturarem a pássaros ou aeronaves de pequeno porte. Além disso, podem ser acionados dentro ou próximo das fronteiras, escapando de sistemas antimísseis projetados para detectar alvos supersônicos vindos do exterior.

O presidente russo, Vladimir Putin, negou qualquer envolvimento em operações de sabotagem contra a Europa.

Com informações de Gazeta do Povo