MOSCOVO, 12 de maio de 2026 – O governo russo anunciou nesta terça-feira (12) a realização bem-sucedida do teste final do míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat, classificado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como “Satanás 2”.
De acordo com a agência estatal TASS, Estados Unidos e outros países foram avisados previamente sobre o lançamento, em cumprimento a acordos internacionais destinados a evitar escalada de tensões nucleares.
O comandante das Forças de Mísseis Estratégicos da Rússia, general Sergei Karakayev, informou ao presidente Vladimir Putin que o disparo confirmou todos os parâmetros previstos. Com isso, o primeiro regimento equipado com o Sarmat deverá entrar em estado de prontidão até o fim do ano, segundo a mesma fonte.
Alcance de 35 mil km e múltiplas ogivas
Putin reafirmou que o míssil começará a operar ainda em 2026 e o classificou como “arma mais poderosa do mundo”. O Kremlin alega que o Sarmat alcança mais de 35 mil quilômetros e pode seguir rotas balísticas ou suborbitais, recurso projetado para driblar sistemas atuais e futuros de defesa antimísseis.
Projetado para substituir o sistema soviético Voyevoda (Satanás 1), o Sarmat pode transportar múltiplas ogivas nucleares independentes, segundo estimativas de agências ocidentais. Dados divulgados por Moscou indicam capacidade de atingir alvos na Europa em menos de dez minutos.
O presidente russo declarou que a carga útil total do Sarmat supera em mais de quatro vezes a dos sistemas ocidentais mais potentes. A modernização do arsenal nuclear tem sido destacada pelo Kremlin no contexto da guerra na Ucrânia e do aumento das tensões com países da Otan.
Arma anunciada em 2018
Apresentado publicamente por Putin em 2018 ao lado dos sistemas Poseidon, Burevestnik e Avangard, o Sarmat enfrentou atrasos até chegar à fase final de testes. Moscou sustenta que o novo míssil reforçará a capacidade de dissuasão estratégica da Rússia e poderá superar defesas antimísseis dos Estados Unidos e de seus aliados.
Com o teste de hoje, o RS-28 avança para a etapa de incorporação operacional, consolidando o programa de modernização nuclear russo.
Com informações de Gazeta do Povo