Cerca de 60 mil pessoas marcharam pelo centro de Londres neste sábado, 16 de maio de 2026, para criticar a política migratória e o governo do primeiro-ministro Keir Starmer. A mobilização, liderada pelo ativista conservador Tommy Robinson, percorreu a avenida Kingsway até as proximidades do Parlamento.
Reivindicações do ato
Os manifestantes denunciaram o que chamam de “imigração em massa”, apontaram insegurança pública e disseram ver ameaças à liberdade de expressão. Muitos participantes afirmaram sentir que a classe trabalhadora britânica não é ouvida pela atual gestão trabalhista.
Liderança e apoio on-line
Durante o discurso principal, Tommy Robinson conclamou o público a transformar a mobilização de rua em força eleitoral nas próximas eleições gerais, previstas para 2029. O empresário Elon Musk, proprietário da rede social X, apoiou publicamente o protesto na internet e foi citado em agradecimentos feitos pelos organizadores.
Medidas do governo e ação policial
Na véspera do evento, Keir Starmer barrou a entrada no país de 11 estrangeiros classificados como agitadores de direita. O premiê afirmou que o Reino Unido vive uma “luta pela alma” do país e acusou os organizadores de disseminação de ódio.
A Polícia Metropolitana mobilizou 4 mil agentes, drones e reconhecimento facial. Para evitar confrontos diretos, foi criado um corredor de isolamento entre o ato da direita e uma marcha pró-Palestina realizada no mesmo dia. Ao todo, 43 pessoas foram presas durante as operações.
Crise política no Partido Trabalhista
O governo Starmer enfrenta pressão interna depois de derrotas nas eleições locais para o partido nacionalista Reform UK. Secretários deixaram seus cargos e nomes como o de Wes Streeting já são cogitados por setores do Partido Trabalhista para substituir o atual líder.
Com informações de Gazeta do Povo