Autoridades peruanas prenderam nesta quinta-feira (2), dia 2 de julho de 2026, José Alberto Tinco Luján, presidente da Corte Superior de Justiça de Apurímac, instância equivalente a um Tribunal de Justiça regional. Ele é investigado por corrupção de funcionários públicos e por integrar suposta organização criminosa que atuaria dentro do Judiciário do país.
A ordem de prisão preventiva foi expedida pela Primeira Promotoria Suprema Especializada em Crimes Cometidos por Funcionários Públicos. A operação foi comandada pela promotora suprema provisória Lourdes Bernardita Téllez e coordenada pelo promotor adjunto supremo Iván Melgar.
Ação simultânea em cinco regiões
Segundo a imprensa local, Tinco Luján foi detido em conjunto com a esposa e outros investigados. Mandados de busca e apreensão foram executados em residências, veículos e abordagens pessoais nas regiões de Apurímac, La Libertad, Puno, Abancay e Lima.
Acusações
O Ministério Público apura se o grupo liderado por Luján controlava decisões judiciais para favorecer advogados e partes interessadas. Também é investigada a venda de cargos dentro da corte, envolvendo desde funções administrativas até nomeações de juízes temporários.
Fontes judiciais citadas pelo jornal La República afirmam que o magistrado e a esposa tratavam a corte como um “espaço de controle pessoal”, transferindo juízes conforme conveniências e pressionando servidores.
Cobrança de dinheiro para festa religiosa
Outra linha de investigação apura se a esposa de Luján exigiu contribuições financeiras de funcionários para custear a festa da Virgem de Cocharcas, tradicional celebração religiosa na região.
Os detidos permanecerão em prisão preventiva enquanto avançam as diligências do Ministério Público.
Com informações de Gazeta do Povo