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Porta-aviões Charles de Gaulle segue ao Mar Vermelho para possível operação no Estreito de Ormuz

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Paris, 6 mai. 2026 – O governo francês despachou nesta quarta-feira (6) o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle em direção ao Mar Vermelho, posicionando o navio para uma eventual missão de segurança no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio. A embarcação atravessava o Canal de Suez rumo ao sul quando o Ministério da Defesa confirmou a ordem.

O envio ocorre em meio às conversações entre Estados Unidos e Irã para pôr fim ao conflito regional e reabrir a passagem de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo bruto mundial. Dados de monitoramento indicam que aproximadamente 1,6 mil navios permanecem retidos desde que o estreito foi bloqueado em fevereiro.

Na véspera, o presidente americano Donald Trump suspendeu o chamado “Projeto Liberdade” – operação de escolta a navios comerciais iniciada na segunda-feira (4) – ao afirmar que houve “grandes progressos” nas negociações de paz com Teerã.

Força-tarefa europeia

Ao chegar à região, o Charles de Gaulle deverá integrar uma missão planejada com outros países europeus, entre eles o Reino Unido, para restabelecer a livre navegação assim que as condições permitirem. O grupo de ataque que acompanha o porta-aviões inclui um navio de guerra italiano e outro holandês.

Segundo o Exército francês, os objetivos da força-tarefa são avaliar o ambiente operacional, ampliar alternativas de gestão de crise, integrar os recursos dos parceiros em um arcabouço defensivo compatível com o direito internacional e recuperar a confiança dos agentes do comércio marítimo.

Oferta diplomática

Em paralelo, Paris apresentou proposta a Washington e Teerã para destravar o estreito. A iniciativa prevê passagem garantida a navios iranianos em troca do compromisso de negociar temas nucleares, balísticos e regionais com os Estados Unidos. Como contrapartida, o governo americano suspenderia o bloqueio de Ormuz, condicionando-o à participação do Irã nas tratativas.

O Charles de Gaulle, considerado o mais poderoso navio de guerra da Europa, permanece em deslocamento e aguarda instruções para atuar assim que houver sinal verde diplomático e operacional.

Com informações de Gazeta do Povo