Brasília – O empresário brasileiro Joesley Batista, um dos controladores do grupo JBS, atuou como intermediário para viabilizar a aguardada reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou a agência Reuters nesta quarta-feira (6).
Segundo uma fonte com conhecimento direto das negociações, Batista teve participação decisiva nos acertos que permitirão a visita de Lula a Washington. O encontro vinha sendo cogitado desde janeiro, mas foi adiado em razão do conflito dos Estados Unidos contra o Irã e de uma crise diplomática entre os dois países.
Dados da plataforma FlightAware mostram que um jato da J&F, holding que controla a JBS, estava programado para decolar do Colorado com destino à capital americana ainda nesta quarta-feira.
Relações internacionais
Não é a primeira vez que o empresário se envolve em articulações de alcance geopolítico. Em janeiro deste ano, Batista tentou convencer o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro a aceitar exílio na Turquia. Dias depois, reuniu-se em Caracas com a então presidente interina Delcy Rodríguez para facilitar a aproximação comercial de Washington com a Venezuela nos setores de petróleo e gás.
No ano passado, o empresário também teria usado seus contatos para tentar negociar a redução das tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros.
Proximidade com a Casa Branca
Batista mantém relacionamento próximo com a administração republicana e contribuiu financeiramente para a cerimônia de posse de Donald Trump, realizada em janeiro do ano passado.
A reportagem procurou a JBS para comentar o assunto, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição. A empresa mantém o espaço aberto para eventuais manifestações.
Com informações de Gazeta do Povo