Washington (EUA) – O Departamento de Defesa dos Estados Unidos intensificou o planejamento de cenários para uma possível operação militar em Cuba, informaram dois integrantes do governo norte-americano ao jornal USA Today nesta quarta-feira (15).
Segundo as fontes, que falaram sob condição de anonimato, os preparativos vêm sendo conduzidos de forma discreta diante da chance de o presidente Donald Trump determinar uma intervenção na ilha caribenha.
Questionado oficialmente, o Pentágono limitou-se a declarar que elabora “diversas contingências” e está pronto para cumprir ordens presidenciais “conforme determinado”.
Pressão econômica e energética
No fim de janeiro, Trump impôs tarifa sobre países que exportam petróleo para Cuba, justificando que o governo cubano permitiria a instalação de bases militares e de inteligência de nações consideradas adversárias dos EUA. A medida levou fornecedores como o México a suspender embarques.
O bloqueio, somado à proibição de remessas de petróleo venezuelano após a prisão do ex-ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro, agravou a crise energética cubana, resultando em apagões diários em todo o país. Em março, a Casa Branca liberou envios pontuais de petróleo russo para atenuar a situação.
“Cuba será a próxima”, afirma Trump
O presidente vem reiterando que Havana está na rota após as ações militares norte-americanas na Venezuela e no Irã. “Cuba é uma nação em colapso. Vamos levar a cabo essa iniciativa e talvez façamos uma parada em Cuba quando concluirmos [a guerra no Irã]”, disse Trump a repórteres na Casa Branca nesta semana.
A intensificação dos estudos no Pentágono ocorre nesse contexto de declarações públicas e escalada de medidas econômicas contra o regime cubano.
Com informações de Gazeta do Povo