Home / Internacional / Pequim expande investimentos enquanto Washington pressiona por segurança e minerais no governo Lula

Pequim expande investimentos enquanto Washington pressiona por segurança e minerais no governo Lula

ocrente 1776141338
Spread the love

Brasília — A rivalidade entre China e Estados Unidos pelo espaço político e econômico no Brasil ganhou força durante a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De um lado, Pequim acelera projetos de infraestrutura e energia; de outro, a Casa Branca de Donald Trump mira acordos de segurança e o acesso a minerais estratégicos brasileiros.

Investimentos diretos

Os Estados Unidos seguem na dianteira como maior investidor estrangeiro no país, somando US$ 244,7 bilhões em 2025. A China, contudo, avança rapidamente e já transformou o Brasil em seu segundo principal destino de capital externo, com aportes concentrados em energia, tecnologia e grandes obras de logística. A expectativa é que as aplicações chinesas ultrapassem R$ 27 bilhões até 2032.

Peso do comércio com a China

O fluxo comercial sino-brasileiro alcançou o recorde de US$ 100 bilhões em 2025. Minério de ferro, soja e petróleo responderam por 80 % das exportações nacionais para o mercado chinês, ajudando a reforçar as reservas internacionais do Banco Central e a conter oscilações do dólar.

Estrategia de Trump para conter adversários

De volta à Casa Branca, Donald Trump adotou postura pragmática na América Latina para limitar a presença chinesa e russa. Com Brasília, Washington negociou o MIT, grupo de cooperação contra tráfico de drogas e armas, e sinalizou interesse em garantir fornecimento estável de lítio, nióbio e outros insumos críticos para a indústria de baterias e alta tecnologia norte-americana.

Críticas de Washington

Apesar dos entendimentos, relatórios oficiais dos EUA criticam decisões do Judiciário e do Executivo brasileiros que, na avaliação americana, restringem a liberdade de expressão. Reclamações também recaem sobre o sistema Pix, acusações de pirataria em centros comerciais como a rua 25 de Março, além de tarifas de importação classificadas como elevadas.

Risco de pressões pontuais

Analistas descartam uma guerra comercial aberta, mas preveem medidas seletivas. Entre elas estão possíveis sobretaxas ao aço brasileiro e resistência diplomática a empresas chinesas interessadas em operar portos ou redes de telecomunicações no território nacional — movimentos que poderiam estreitar ainda mais os laços de Brasília com Pequim.

As tratativas simultâneas com as duas potências mantêm o Palácio do Planalto no centro de uma disputa geopolítica que deve se intensificar nos próximos anos.

Com informações de Gazeta do Povo