De 13 a 23 de abril, o papa Leão XIV cumpre a primeira viagem apostólica de seu pontificado ao continente africano, percorrendo Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial em um roteiro de 10 dias.
Agenda intensa em 11 cidades
O itinerário prevê 11 cidades, oito missas públicas e 24 discursos ou homilias. Segundo o Vaticano, o pontífice percorrerá mais de 18 voos e cerca de 11 mil milhas (aproximadamente 17,7 mil quilômetros).
Línguas do embarque ao desembarque
Poliglota, Leão XIV falará francês na Argélia e em Camarões, português em Angola, espanhol na Guiné Equatorial e inglês ao longo de toda a viagem. Saudações em árabe também são esperadas.
Primeiro papa na Argélia
A visita torna Leão XIV o primeiro pontífice a pisar na Argélia, país de 48 milhões de habitantes e com comunidade católica estimada em cerca de 10 mil fiéis, majoritariamente estrangeiros. Em Annaba, ele percorrerá o sítio arqueológico de Hipona, encontrará religiosos agostinianos e celebrará missa na Basílica de Santo Agostinho, reforçando a ligação pessoal com o doutor da Igreja nascido na região.
Em Argel, está prevista visita à Grande Mesquita da capital, a segunda ida de Leão XIV a um templo islâmico — a primeira ocorreu em novembro de 2025, na Mesquita Azul, em Istambul.
Obras de misericórdia em destaque
Durante a viagem, o papa realizará gestos sociais: orfanato e hospital em Camarões, asilo em Angola, encontro com as Irmãzinhas dos Pobres na Argélia, além de hospital psiquiátrico e prisão na Guiné Equatorial.
Evento mariano histórico em Angola
No Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Muxima, na Diocese de Viana (Angola), é esperado um rosário público com cerca de 2 milhões de fiéis. Será a primeira visita de um papa ao local fundado em 1599.
Encerramento na Guiné Equatorial
A etapa final ocorre na Guiné Equatorial, país de população majoritariamente católica (quase 90%). Leão XIV visitará a Prisão de Bata, alvo de críticas internacionais, e rezará em memorial às vítimas das explosões ocorridas na cidade, tragédia que provocou cerca de 100 mortos e 500 feridos. Um papa não visitava o país desde 1982, quando João Paulo II desembarcou na nação do Golfo da Guiné.
Leão XIV sucede uma tradição de viagens papais que se intensificou nas últimas décadas: Paulo VI inaugurou as visitas ao continente em 1969, João Paulo II esteve 41 vezes em 26 anos, Bento XVI realizou duas visitas e Francisco, cinco. Esta é a terceira viagem internacional de Leão XIV desde sua eleição em 2025.
Com informações de Gazeta do Povo