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Papa Leão XIV exorta sacerdotes a seguir normas litúrgicas e evitar mudanças na missa

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Cidade do Vaticano – O papa Leão XIV pediu nesta quarta-feira (27) que os sacerdotes respeitem integralmente as normas da liturgia da missa e evitem alterações “por iniciativa própria”, a fim de não confundir os fiéis. O apelo foi feito diante de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, durante a audiência geral semanal.

“Encorajo todos os sacerdotes a seguir os textos e as normas litúrgicas com abertura, humildade e fidelidade à comunhão eclesial”, declarou o pontífice.

Referência ao Concílio Vaticano II

Leão XIV prosseguiu sua série de catequeses sobre o Concílio Vaticano II, concentrando-se desta vez na constituição Sacrosanctum Concilium, promulgada em 1963 por São Paulo VI. O documento, lembrou o papa, enfatiza que “o progresso legítimo na liturgia deve preservar a sã tradição” e que certos elementos nunca podem ser modificados por terem origem divina.

O pontífice recordou o contexto histórico que levou à convocação do concílio e citou o movimento litúrgico que defendia a renovação dos ritos da Igreja. Segundo ele, existe “um vínculo orgânico entre a renovação da liturgia e a renovação da vida da Igreja”, ecoando palavras de São João Paulo II.

Citação de Bento XVI

Para reforçar o tema, Leão XIV mencionou o papa Bento XVI, que via na reforma conciliar um “equilíbrio entre a tradição litúrgica do passado e a do futuro”. O papa emérito afirmou que tradição e progresso não se opõem, pois “a tradição é uma realidade viva” que inclui o princípio de desenvolvimento.

Leão XIV destacou ainda que qualquer reforma litúrgica deve ser precedida por investigação “teológica, histórica e pastoral” cuidadosa, para preservar a comunhão e evitar mudanças arbitrárias nas celebrações.

Apelo pela paz na Ucrânia

Ao fim da audiência, o pontífice manifestou preocupação com a recente escalada da guerra na Ucrânia. Ele confiou os atingidos à proteção de Maria, Rainha da Paz, e lamentou que “mísseis e drones destroem esperanças, casas e locais de culto, ceifando vidas inocentes”.

“A guerra não resolve problemas; ela os agrava”, concluiu.

Com informações de Gazeta do Povo