Roma — Em visita à Universidade La Sapienza, na capital italiana, nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, o papa Leão XIV denunciou o que chamou de “grande mentira” que transforma pessoas em meros números e algoritmos, alimentando um cenário de ansiedade, depressão e insegurança entre jovens estudantes.
Pressão por desempenho e saúde mental
Diante de um auditório lotado, o pontífice afirmou que muitos universitários vivem “sob a chantagem de expectativas irreais”. Segundo ele, a lógica de competitividade extrema faz com que crises pessoais pareçam intermináveis, gerando “mal-estar espiritual e emocional” na juventude.
Crítica ao aumento dos gastos militares
Leão XIV também lamentou o recorde mundial de investimentos em armamentos, especialmente na Europa. Para o papa, “rearmamento não é defesa”, pois amplia a sensação de insegurança e desvia recursos de áreas essenciais como saúde e educação. Ele apelou por diálogo em vez da “simplificação que cria inimigos”.
Alerta sobre inteligência artificial
O pontífice advertiu que o avanço da inteligência artificial precisa ser monitorado para que a responsabilidade pelas decisões — sobretudo em conflitos — continue humana. Citou as guerras na Ucrânia e em Gaza como exemplos de como novas tecnologias podem tornar os confrontos ainda mais desumanos.
Convite a um horizonte de sentido
Como mensagem final, Leão XIV incentivou os estudantes a buscar um propósito que ultrapasse o consumo imediato. “Sejam um ‘sim’ radical à vida e à justiça”, concluiu, sugerindo que a inquietação dos jovens seja transformada em ação profética para construir um futuro mais sábio.
Com informações de Gazeta do Povo