Caracas — O governo venezuelano atualizou na noite desta quinta-feira (25) para 235 o total de vítimas fatais provocadas pelos dois fortes terremotos que sacudiram o país na quarta-feira (24). O balanço foi apresentado pelo ministro da Saúde, Carlos Alvarado, em declaração ao canal estatal Venezolana de Televisión (VTV).
Segundo Alvarado, os hospitais venezuelanos receberam até o momento 4,3 mil pessoas feridas. Do total de óbitos, 235 pacientes deram entrada nas unidades de saúde já sem sinais vitais ou faleceram pouco depois de serem atendidos.
La Guaira concentra maior número de vítimas
O ministro destacou que o estado de La Guaira, vizinho à capital e um dos mais afetados, registra a maioria dos mortos e feridos. A região costeira abriga o Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, que precisou ser fechado temporariamente por danos estruturais.
Para ampliar o atendimento, hospitais de campanha foram montados próximo aos principais centros de saúde de La Guaira, informou Alvarado.
Líderes chavistas visitam área de desastre
A dirigente interina Delcy Rodríguez percorreu La Guaira ao lado do ministro do Interior, Diosdado Cabello, e do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. Durante a visita, Delcy declarou o estado como zona de desastre e solicitou apoio internacional. Equipes de resgate dos Estados Unidos, México, Espanha, Catar e de agências ligadas à ONU já foram mobilizadas.
Ressaca sísmica mantém população nas ruas
Réplica dos tremores mantém moradores em alerta. Muitas famílias passaram a noite em colchões ou dentro de veículos nas vias públicas, temendo novos desabamentos.
Vítimas estrangeiras
O Itamaraty confirmou a morte de dois brasileiros — um homem e uma mulher — e presta assistência às famílias. Portugal e Espanha também relataram óbitos de cidadãos e afirmam que mais de 100 pessoas de suas nacionalidades ou descendentes estão desaparecidas.
Magnitudes e alcance dos abalos
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou magnitudes de 7,2 e 7,5 nos tremores. Os sismos foram sentidos em países vizinhos e em estados do Norte do Brasil, como Amazonas, Pará, Roraima e Amapá.
As operações de busca por sobreviventes prosseguem em Caracas e La Guaira.
Com informações de Gazeta do Povo