PARIS – A deputada e líder do Reagrupamento Nacional (RN), Marine Le Pen, de 57 anos, anunciou nesta terça-feira, 7 de julho de 2026, que disputará pela quarta vez o Palácio do Eliseu nas eleições presidenciais de 2027.
O pronunciamento foi feito durante o telejornal de horário nobre da emissora TF1, no qual Le Pen apareceu ao lado do presidente do RN, Jordan Bardella. A decisão foi divulgada poucas horas depois de o Tribunal de Apelação de Paris manter sua condenação por desvio de recursos do Parlamento Europeu, mas reduzir a pena, possibilitando sua participação no pleito.
Recurso suspende uso de tornozeleira
Le Pen informou que recorrerá ao Supremo Tribunal francês para tentar anular a condenação. O recurso, explicou, suspende a execução da sentença e, consequentemente, a obrigatoriedade de portar tornozeleira eletrônica durante a campanha.
“Eu havia indicado que não faria campanha com o dispositivo eletrônico. Como o recurso suspende os efeitos da sentença, farei campanha sem o dispositivo”, declarou a candidata.
Bardella cotado para primeiro-ministro
Durante a entrevista, Le Pen antecipou que Jordan Bardella, 30 anos, será indicado para chefiar o governo caso ela vença as eleições. “Nós nos complementamos; formamos uma dupla confiável de primeiro-ministro e presidente”, afirmou.
Decisão do tribunal
Na decisão desta terça, a corte de apelação reduziu a inabilitação de Le Pen para exercer cargos públicos ao considerar o princípio da proporcionalidade e a liberdade de escolha do eleitor. O tribunal observou que a inabilitação não era obrigatória quando os delitos ocorreram e que os 15 meses já cumpridos desde a sentença inicial, de 31 de março de 2025, são suficientes para reparar o dano à integridade pública. Prolongar a punição, acrescentou, violaria “o princípio da liberdade de candidatura”.
Com o caminho jurídico aberto, Le Pen busca transformar o resultado do julgamento em trunfo político na corrida presidencial de 2027.
Com informações de Gazeta do Povo