Washington (EUA) – O homem que tentou invadir armado o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no sábado, 25 de abril, enviou à família um manifesto de 1.052 palavras poucos minutos antes da ação, segundo confirmou a Casa Branca neste domingo (26).
No texto, o suspeito se autodenomina “Assassino Federal Amigável” e detalha a intenção de matar autoridades do governo dos Estados Unidos, colocando o presidente Donald Trump no topo da lista de alvos. A única exceção declarada é o diretor do FBI, Kash Patel.
Um irmão do atirador entregou o documento às autoridades federais. De acordo com o The New York Post, que teve acesso ao escrito, o autor afirma não se considerar “oprimido” e critica o ensinamento cristão de “dar a outra face” em situações de injustiça. “Oferecer a outra face quando se é oprimido não é comportamento cristão, é cumplicidade nos crimes do opressor”, escreveu.
Críticas à segurança e planejamento do ataque
Investigadores analisam diferentes versões do mesmo manifesto, todas com teor crítico ao governo Trump e com ameaças explícitas a altos integrantes da administração republicana. Em um dos trechos, o suspeito diz que usaria chumbo grosso para reduzir a penetração de projéteis em paredes e minimizar vítimas colaterais, mas admite estar disposto a “enfrentar quase todos” para alcançar seus alvos.
O documento também ironiza o esquema de segurança do hotel Washington Hilton, local do evento. “Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu representar uma ameaça”, escreveu, sugerindo que até o Irã poderia entrar no local “com poder de fogo mais devastador”.
Perfil e custódia
Fontes oficiais afirmam que o Serviço Secreto ouviu um parente do suspeito, identificado apenas como Allen, que relatou comentários “politicamente radicais” do familiar e ameaças frequentes de “fazer algo para resolver os problemas do mundo”. O homem viajou de Los Angeles a Washington para a tentativa de atentado e permanece sob custódia em um hospital, onde passa por avaliação psiquiátrica. A audiência inicial na Justiça federal de Washington D.C. está marcada para segunda-feira (27).
Em entrevista à Fox News, Trump atribuiu a motivação do agressor a “ódio anticristão”. O episódio mantém as forças de segurança em estado de alerta máximo após os disparos que interromperam o tradicional evento de imprensa da capital norte-americana.
Com informações de Gazeta do Povo