Kinshasa, RDC — Um grupo de jovens ateou fogo ao Hospital Geral de Rwampara, no leste da República Democrática do Congo (RDC), na quinta-feira, 21 de maio, depois que autoridades de saúde recusaram a entrega do corpo de um homem que teria morrido de ebola.
Testemunhas relataram à agência Associated Press que a polícia tentou conter o tumulto, mas não conseguiu impedir o incêndio. Segundo o vice-comissário sênior Jean Claude Mukendi, chefe do departamento de segurança pública da província de Ituri, os manifestantes não entenderam os protocolos de sepultamento exigidos durante o surto.
“A família, amigos e outros jovens queriam levar o corpo para um funeral em casa, porém as diretrizes determinam que todas as vítimas sejam enterradas conforme normas específicas”, afirmou Mukendi.
Surto classificado como emergência internacional
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o atual surto de ebola uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Na sexta-feira, 22 de maio, o órgão informou que o número de mortes na RDC chegou a 177.
Equipes dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África (Africa CDC) desembarcaram no país na quinta-feira, 21 de maio, para coordenar ações de contenção do vírus.
Com informações de Gazeta do Povo