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Irã vê memorando com EUA “mais perto que nunca”, mas divergências sobre conteúdo persistem

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Teerã, 12 de junho de 2026 – O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou nesta sexta-feira (12) que um memorando de entendimento com os Estados Unidos “nunca esteve tão próximo” de ser concluído. Segundo o chanceler, os detalhes do documento, conhecido como “Memorando de Islamabad”, serão divulgados “no devido tempo”.

“Enquanto não for finalizado, a imprensa deve se abster de especular sobre seu conteúdo. Todos os detalhes serão compartilhados com o público no momento adequado”, escreveu Araqchi na rede social X.

Visões conflitantes

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington e Teerã já chegaram a um “grande acordo” que poderia ser assinado neste fim de semana na Europa. Entretanto, veículos de imprensa dos dois países apresentaram versões divergentes sobre o que foi negociado.

A agência estatal iraniana IRNA descreveu o entendimento como um memorando “quase finalizado”, ressaltando que a negociação de um acordo definitivo ainda seguirá adiante. O órgão de imprensa destacou que Teerã mantém suas “linhas vermelhas” e participa das tratativas com “total desconfiança” em relação ao lado norte-americano.

Pontos ainda em aberto

De acordo com a IRNA, o memorando não envolve compromissos nucleares nem o levantamento das sanções impostas pelos EUA ao Irã. Esses temas, assim como a compensação pelos danos causados pela guerra, seriam tratados em uma nova rodada de conversas dentro de 60 dias.

Também segundo a agência, o Irã estaria “totalmente preparado para enfrentar qualquer quebra de promessa ou engano”.

Resposta da Casa Branca

Pela rede Truth Social, Trump repudiou as informações divulgadas pela imprensa iraniana, classificando-as como “mentirosas” e sem relação com o que foi acertado por escrito. O presidente acusou Teerã de agir de forma desonesta e afirmou ser impossível “negociar de boa-fé” nessas circunstâncias.

Os anúncios de possível avanço diplomático surgem após dois dias de trocas de disparos, considerados a pior escalada militar entre os dois países desde o cessar-fogo estabelecido em 8 de abril.

Com informações de Gazeta do Povo