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EUA mantêm recompensa de US$ 25 milhões por Diosdado Cabello, confirma Marco Rubio

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Washington (06/05/2026) – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (5) que segue em vigor a oferta de até US$ 25 milhões por informações que levem à prisão ou condenação do ministro venezuelano Diosdado Cabello.

Durante coletiva de imprensa na Casa Branca, Rubio respondeu em espanhol a uma pergunta sobre a postura de Washington em relação ao chavista. “A política dos EUA sobre essa questão não mudou e, quando mudar, nós a informaremos”, declarou. O chefe da diplomacia norte-americana destacou ainda que Cabello continua classificado pelas autoridades dos EUA como “narcoterrorista”.

Acusações desde 2020

Cabello foi incluído na lista de procurados dos Estados Unidos em março de 2020, acusado de integrar uma conspiração de narcoterrorismo entre o Cartel de los Soles, na Venezuela, e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Um júri federal em Nova York o indiciou por conspiração para cometer narcoterrorismo, tráfico de cocaína para território norte-americano e crimes relacionados a armas de fogo.

Inicialmente, o Departamento de Estado ofereceu recompensa de até US$ 10 milhões. No início de 2025, o valor foi elevado para US$ 25 milhões. Além da recompensa, Cabello é alvo de sanções impostas por Washington.

Tensão após queda de Maduro

Após a operação militar que resultou na captura do ex-ditador Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, Cabello fez seguidos discursos contra os Estados Unidos, acusando o país de “ataques imperialistas”. Na mesma época, fontes ouvidas pela agência Reuters relataram que o governo Trump advertiu o ministro venezuelano a não interferir na transição de poder conduzida pela então vice-presidente Delcy Rodríguez.

Segundo essas fontes, Cabello foi alertado de que poderia tornar-se prioridade na lista de alvos norte-americanos caso inviabilizasse o processo de transição ou ameaçasse a estabilidade interna.

Perda de espaço no governo interino

Nos meses seguintes, o líder chavista reduziu a exposição pública e, aparentemente, perdeu influência no governo de Rodríguez, que passou a adotar tom mais conciliador com Washington. A dirigente interina restabeleceu relações diplomáticas, firmou parceria de longo prazo no setor de energia e recebeu elogios do presidente Donald Trump.

Em abril, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro retirou Delcy Rodríguez da lista de sancionados, onde figurava desde 2018 sob acusações de corrupção e violações de direitos humanos.

A recompensa por Cabello, no entanto, permanece ativa, reforçou Marco Rubio nesta terça-feira.

Com informações de Gazeta do Povo