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EUA bloqueiam bens de PCC e Comando Vermelho após incluí-los em lista de sanções

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O governo dos Estados Unidos passou a aplicar sanções financeiras contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) após inserir as duas facções brasileiras na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), órgão do Departamento do Tesouro responsável por bloqueios de bens e restrições bancárias.

Os registros do Ofac, divulgados nesta quinta-feira (29/5), classificam ambos os grupos como “organização terrorista transnacional” e “organização criminosa”. A medida permite congelar ativos sob jurisdição norte-americana, proibir transações e impor penalidades a pessoas ou empresas que mantenham qualquer vínculo financeiro com as facções.

Sanções entram em vigor antes da designação formal como terroristas

Na véspera, o secretário de Estado, Marco Rubio, confirmou que PCC e CV serão oficialmente listados como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês) a partir de 5 de junho. Mesmo antes da designação entrar em vigor, o enquadramento no regime de sanções antiterrorismo já autoriza Washington a impedir o acesso dos grupos ao sistema financeiro dos EUA.

Impacto sobre bancos e terceiros

Instituições financeiras submetidas à legislação norte-americana devem bloquear imediatamente quaisquer valores ligados às facções e reportar às autoridades. Pessoas ou entidades que ofereçam apoio material correm risco de sofrer sanções secundárias, como exclusão do mercado dos EUA.

Contexto político

A inclusão ocorreu um dia depois de o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter se reunido na Casa Branca com Rubio e com o vice-presidente J.D. Vance para defender a medida. Na véspera do encontro, o parlamentar também discutiu o tema diretamente com o presidente Donald Trump no Salão Oval.

Rubio declarou que PCC e CV figuram entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil”, o que justificaria a resposta mais dura de Washington.

Com informações de Gazeta do Povo