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Disputas internas expõem fragilidades e reduzem força dos Brics contra o G7

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Brasília, 27 mai. 2026 – O objetivo dos Brics de formar um contraponto ao G7 enfrenta novos obstáculos após a recente ampliação do bloco, que agora reúne Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Emirados Árabes Unidos, Egito e Etiópia. Conflitos diplomáticos e militares entre integrantes colocam em dúvida a capacidade de coordenação política do grupo.

Choques entre novos membros

Teerã e Abu Dhabi voltaram a trocar acusações depois de ataques ligados às tensões no Oriente Médio e a posicionamentos opostos em relação a Israel e Estados Unidos. No Nordeste da África, Cairo e Adis Abeba mantêm a disputa histórica pelo controle das águas do rio Nilo, essencial para a economia egípcia.

Expansão incompleta

A entrada de novos integrantes foi aprovada em 2023, mas a manobra perdeu fôlego quando o presidente argentino Javier Milei retirou Buenos Aires do processo, alegando motivos ideológicos. Já a Arábia Saudita, vista como peça-chave no mercado global de petróleo, ainda não oficializou sua adesão, deixando o bloco sem um dos principais produtores mundiais de energia.

Consenso dificulta liderança

A estrutura de decisão dos Brics exige aprovação unânime. Especialistas avaliam que, nesse formato, nem China nem Rússia conseguem impor uma agenda comum. Divergências internas vêm impedindo declarações conjuntas sobre temas sensíveis, como guerras em andamento.

Risco de perda de influência

Somados, os PIBs dos países do bloco já superam o do G7, mas analistas alertam que o potencial econômico pode não se traduzir em influência se o grupo não estabelecer prioridades claras e resolver disputas bilaterais. Sem coesão, os Brics tendem a permanecer como fórum de cooperação econômica, e não como alternativa à atual estrutura de governança global.

A próxima cúpula do bloco está marcada para julho de 2025, no Rio de Janeiro, onde chefes de Estado, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tentarão avançar em uma agenda comum e reduzir atritos internos.

Com informações de Gazeta do Povo